sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

104.

Não esquecer: nunca deixar a janela aberta quando se anda de roupa interior em casa - os vizinhos podem estar à espreita.

Rear Window (1954), de Alfred Hitchcock

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

103.

A minha mesinha-de-cabeceira, à semelhança da minha vida, é um depósito de coisas pendentes e fugidias, que tão depressa podem estar lá como nunca mais lá voltar. Entre outras, são estas as coisas que a povoam: o passe de metro, The Waves (a terminar), dois papillons, lenços novos e usados, o carregador do telemóvel, A Morte em Veneza (a terminar), uns óculos de sol, o horário dos autocarros, dinheiro, uma carteira sem dinheiro, The City And The Pillar (a terminar), uma boina, pincéis, Maria Antonieta (a terminar), bilhetes de teatro e as chaves de casa. Parece-me que a minha vida não podia andar mais desorganizada.

domingo, 10 de Janeiro de 2010

102.

Queiram desculpar-me a falta de acentos, mas as teclas estao a ter alguma dificuldade em funcionar em perfeitas condiçoes.

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

101.

Acabei de ver a segunda série de Skins e é de salientar a seguinte frase daí extraída (mais ou menos) : Truth is something about beauty and you seem like a liar. O Sid ali em cima fala sempre a verdade, como se pode constatar.

100.

Um parque de estacionamento subterrâneo, música clássica ambiente e três pessoas que gostam umas das outras pode parecer um cenário muito estranho para que certas confidências sejam feitas e para que certas coisas aconteçam, mas não é. Eu também pensava que sim, mas agora vejo como estava enganado.

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

99.

O post anterior era mentira. Quer dizer, depende da perspectiva. Não, não depende nada. Era mentira e pronto.

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

98.

Marcel (Hidden Reflection), de Ryan McGinley

É assim que eu tenho andado: sozinho, despido e sem reflexo.

97.

Porque é que a esperança não é a primeira a morrer? Era preferível que assim fosse. Acabava-se de uma vez por todas com a angústia da espera e da incerteza, habituar-nos-íamos a enfrentar logo a realidade e seríamos muito mais felizes na nossa infelicidade. Era bom ou não era?

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

96.

Recentemente desenvolvi um forte interesse pela arquitectura em geral (pode dizer-se que encontrei nela a perfeição), mas o problema é que ela parece não estar muito interessada em mim. Já lhe propus um jantar romântico - só ela e eu à luz das velas -, para que nos pudéssemos conhecer melhor, mas ela não parece estar p'raí virada. Passo noites a pensar nela, a estudá-la, a analisá-la cuidadosa e pormenorizadamente, mas ela não reconhece o esforço: adormece e nem se lembra da minha existência. Tem outros interesses - diz ela, mas eu não quero saber e continuo a tentar. Um dia conseguirei que ela se interesse por mim e, então, seremos felizes.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

95.

O mundo vai acabar. Hoje. Pelo menos é o que diz a sinopse do filme que me convidaram a ir ver. E eu que queria tanto chegar vivo ao próximo fim-de-semana...

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

94.

Começo a desejar voltar àquela realidade em que nada acontecia e que as poucas coisas que conhecia estavam debaixo do meu controlo. A esperança, ao contrário do que dizem, devia ser a primeira a morrer. Para mim, é sinónimo de angústia e ansiedade e não há nada pior do que isso. Prefiro que me destruam logo os sonhos do que me fazerem acreditar em algo que nunca será realidade. Ou assim pensava eu há algum tempo atrás; espero que nenhum acontecimento me faça voltar atrás. Agora a parte interessante do post: ontem ocupei algum do meu tempo a comprar meias - nunca o tinha feito e sinto-me orgulhoso; é sinal de que estou a crescer.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

93.

O facebook perguntou-me quem é que eu gostava que fizesse de mim num filme sobre a minha vida e eu nem pensei duas vezes.

domingo, 22 de Novembro de 2009

92.

Quero fazer uma rectificação. Há muitos posts atrás disse que até nem gostava muito dele, mas isso deixou de ser verdade. Era só para esclarecer este mal-entendido.

domingo, 8 de Novembro de 2009

91.

Asleep, Jurate Gacyonite

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

90.

palmas fora de tempo + assoadelas ruidosas + murmúrios = olhares de desdém + esgares de ódio + abanões de cabeça condescendentes
(cenário da equação: concerto de música clássica na Gulbenkian com gente muito mais sapiente do que nós e que consequentemente se leva demasiado a sério)

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

89.

Tenho uma chávena de chá bem quente na mão (o que torna a tarefa de escrever este post um pouco complicada), a Lykke Li canta ao meu ouvido e tenho a Virginia Woolf deitada ao meu lado. Encontrei a minha paz interior - estou em plenitude com o universo.

88.

Oscar Wilde disse que a arte espelha o espectador, não a vida. Será que este senhor já se encontrou? Disse também que a arte é completamente inútil. Espelhará isto a inutilidade do indivíduo e consequentemente a inutilidade da vida, ou não será a arte um espelho onde nos devamos procurar?
(imagem: Art, Jan Postma)

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

87.

No outro dia encontrei um blogue chamado The Dullest Blog In The World e fiquei triste. Pensava que era o meu.

86.

Enquanto o filme que mais quero ver neste último trimestre do ano não chega, vou-me entretendo com a sua banda sonora. Os primeiros sons ouvidos provêm da voz de Max, a personagem principal do filme, e da sua mãe que lhe diz que uma história vinha mesmo a calhar. Esta banda sonora serve, portanto, para acompanhar os acontecimentos que vão sendo tecidos na cabeça do rapaz. Sem qualquer referência imagética, entramos na história através da voz doce da vocalista dos Yeah Yeah Yeahs, dos acordes suaves dos instrumentos tocados pelos seus colegas de banda e do coro de crianças desafinadas. Estamos perante um tipo de música feito especialmente para o sonho e para a imaginação, que dá oportunidade a cada ouvinte de criar a sua própria fantasia. Um dos melhores discos que ouvi este ano.